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Atá, vai sonhando

euteseduzorawr:

avá ¬¬

Muito lindo, digno de Stephanie Meyer. Mas na real, isso não acontecem, então parem de se iludir com textos fofinhos do Tumblr. Meninos populares são canalhas desalmados que podem oferecer a uma nerd unicamente chifres e lágrimas. Fica a Dica.

P.S.: É, estou revoltada, cuidados meninos.
P.S.²: E não, eu não estou na TPM
P.S.³: _l_

Para Toda Regra à uma Exceção


Pisquei meus olhos uma vez e tive que sorrir coma visão que tive logo pela manhã. Os raios solares que entravam pela janela faziam desenhos interessantes nas costas largas e morena de Doug. Seus cabelos negros como a noite estavam jogados de lado e ele dormia tranquilamente ao meu lado.
Por um momento fiquei triste em ser a primeira a acordar, eu queria ver seus olhos verde, lindos, uma última vez antes de partir. Mas talvez fosse melhor assim, com o tempo você aprende que despedidas são desnecessárias.
Pulei da cama e vesti minha roupa o mais rápido que eu pude. Eu já estava saindo quando pensei que Doug merecia mais que isso.
Enfim, resolvi deixar um bilhete. Peguei um bloco de papel e uma caneta que estava na escrivaninha do quarto dele e parei para pensar no que escrever. O que se escreve para um cara depois de ter a melhor noite de toda a sua vida, mas você em vez de aproveitar esta fugindo? Eu suspirei e escrevi:
Adeus.
Desci o elevador do prédio dele com uma sensação de que eu havia sido fria. Por que eu estava pensando assim? Eu já havia deixado garotos de formas bem piores...
Ganhei as ruas e comecei a caminhar de volta para casa. Eu poderia ter pegado um táxi, mas eu precisava andar. Enquanto caminhava, recordava de como Doug e eu havíamos nos conhecido...


Era sábado a noite e é lógico que meus amigos baladeiros não me deixariam mofando em casa. Ah, como eu gostaria de mofar em casa naquela noite. Minha preguiça estava chegando ao nível mil. Fomos a uma boate conhecida na cidade. Ao chegarmos lá Loren, Jake e Kaio já estavam na pista de dança antes que eu pudesse dizer Lady Gaga.
Arrastei-me até um canto da boate e me sentei num pufe esperando ser esquecida ali até eles resolverem ir embora.
_Olá, posso me sentar aqui?
Eu não queria nem olhar. Eu não estava com saco pra xavecos e coisa do tipo. Apenas acenei com a cabeça positivamente e manti meu olhar fixo em uma coisa qualquer. Entretanto, o garoto ficou tão quieto, tão quieto que eu me obriguei a olhar para ele. 
U.A.L. Isso era tudo o que eu poderia dizer dele. Ele dava um novo significado ao alto, moreno, bonito.
Infelizmente, ele flagou meu olhar.
_Curtindo a festa?
Santo Deus, ele tinha os olhos verdes mais lindos de toda a face da terra. Ok, talvez eu estivesse exagerando, mas que eram bonitos eram.
_Não muito.
_Eu percebi, quem sabe eu não possa animar sua noite? Meu nome é Doug.
_O meu é Taylor e não acho que alguém conseguirá me animar hoje mas, muito obrigada por tentar.
_Como assim? _falou ele, fazendo cara de desestendido_Eu nem comecei a tentar ainda!
Eu ri da cara que ele fez. Depois disso, começamos a conversar como velhos amigos. Ele jogava umas cantadas pelo meio da conversa, mas era fácil de ignorar e bem, eu estava gostando. Trocamos celulares quando a noite acabou.


Finalmente eu tinha chegado em casa. Tomei um banho e fui arrumar algo para comer. Umas panquecas não seriam nada mal. Peguei os ingredientes e comecei a preparar, ainda pensando em Doug.
Ele realmente tinha conseguido me animar aquela noite. Ele havia cumprido sua promessa. Talvez fosse por isso que eu estava pensando tanto no jeito como eu o deixei. Doug sempre cumpriu todas as promessas que havia me feito. Mas era tão difícil acreditar nele quando, na minha infância...Deixei meus pensamentos vagarem mais uma vez para o passado, mas dessa vez, um passado que eu adorava deixar enterrado.


Eu não entendia muito o que estava acontecendo. Em minha mente apenas permanecia as lágrimas de minha mãe, eu quase conseguia sentir o abismo para o qual ela estava escorregando. Eu tinha visto meu pai trair ela por meses mas nunca tinha contado a ela por medo, ou... sei lá eu era muito nova para que alguém pudesse exigir de mim alguma atitude do genero.
Os pratos quebrados no chão. A mudança de cidade. Os choros que minha mãe tentava esconder de mim. A tristeza em seus olhos. O mar de sangue que seu coração partido havia originado era visível para todos.
Numa noite, enquanto minha querida mãe tentava abafar seu choro sentido com o travesseiro, jurei para mim mesma que eu nunca faria isso com ninguém. Que eu nunca juraria amor se ele não existisse de verdade. E acima de tudo, eu nunca deixaria nenhum homem me ferir desse jeito. Eu iria me proteger, eu não queria acabar como minha mãe, com flagelos no lugar do coração.


Eu não sabia porque eu estava desenterrando essas coisa. Bom, na verdade, eu sabia sim. Havia muitas contradições no que eu havia feito hoje. Os outros homens com que eu havia saído eram canalhas, só queriam diversão e nunca teriam um pingo de consideração por nada. Doug não...não era assim. Ele ligou todas as vezes que prometeu. Ele tinha até me mandado flores! E na noite passada, quando eu lhe perguntei se ele estaria comigo ao amanhecer, ele disse apenas: Para sempre.
Minha cabeça girou e eu resolvi checar meus e-mail enquanto minhas panquecas estavam no forno.
Propaganda
Propaganda
Propaganda
Corrente
Normalmente eu apagava correntes antes de ler elas, mas hoje eu precisava de qualquer coisa que distraísse. No e-mail, havia apenas uma frase:
Excluindo todos do seu mundo, você acaba excluindo o mundo de você.
Eu senti uma solidão tão grande que era quase insano. Eu nem pensei ao agir, pela primeira vez em muito tempo eu estava indo de acordo com o meu coração.
Peguei minhas panquecas e coloquei num recipiente  para viagem. Sai para fora e peguei o primeiro táxi que apareceu em minha rua:
_ Avenida 13, número 1500, rápido moço!_falei, o mais rápido que pude.
O taxista deu partida no carro e... O que ele estava fazendo? Eu precisa voltar para o amor da minha vida, o único cara que tinha conseguido destruir os muros que haviam em minha volta e ele estava respeitando o limite de velocidade? Como ele podia ousar?
_Moça, é perigoso...
Eu joguei uma nota de 50 no seu colo.
_Fure todos os sinais que precisar.
Em menos de quatro minutos estávamos sã e salvos em frente ao apartamento de Doug. Eu paguei a corrida ao taxista, pensando que eu tinha exagerado em lhe dar cinquenta reais a mais.
Subi as escadas e entrei pela porta ainda aberta. Doug estava acordando no momento em que eu passei pela porta. Corri até o bilhete que outra garota tinha escrito naquela manhã. Aquela garota fria não era mais eu. Rasguei-o e o joguei no lixo. Assim como meu passado de angustias e desconfianças.
_Taylor?_Escutei Doug me chamar, do quarto.
Deixei as panquecas na mesa onde meu antigo bilhete estava e corri para o quarto.
Doug arregalou seus lindos olhos verdes ao me ver e me tomou em seus braços, me abraçando forte.
_Oh, Taylor, eu achei que você...
_Não_eu o interrompi_Nunca.
Nós nós beijamos e eu pude sentir seu amor. Eu tinha jurado nunca me envolver, tinha feito disso minha regra de vida. Mas ali, nos braços de Doug, eu sabia que essa regra não valia. Ele era a exceção, a única exceção a minha regra.

PS: Isso é o resultado da equação: Fim de Semana+ Casa da Best+Filme meloso. Porque, né...

Hallowens Days - Epílogo

 >>>>>>>>>>>>>> Mark Narrando <<<<<<<<<<<<<<<

Larguei o cadáver do mendigo no chão inquieto. Era sangue do mesmo jeito, mas não era tão bom quanto beber de garotas bonitas, rsrsrs.
Não que eu quisesse ter assustado Taylor daquele jeito aquela tarde. 
Mas quem vive de passado é museu.
Me limpei meticulosamente antes de partir de Alamo para Diablo novamente. Tinha escolhido Alamo pra caçar por ficar a apenas 7 Km de Diablo e eu não queria me afastar.
Eu sentia que algo muito ruim estava se aproximando e tinha que permanecer por perto.
Eu não queria assustar meu maninho, mas em breve teríamos uma boa briga.
Uma ótima briga.

>>>>>>>>>>>> Fim da narração <<<<<<<<<<<<<


PS.: Continua...

Hallowens Days - Parte 13

Tudo em mim era confuso e difuso. A minutos atrás tudo era normal e saudável, agora... Vampiros existiam, vampiros raros existiam e o pior: meus dois melhores amigos eram dois deles. 
E eu que já estava me envolvendo com Erick...Não poderíamos ter nada, poderíamos? Minha cabeça girava...
_Oi, posso falar com você?
Era a voz de Erick. Virei meu rosto assustada, imaginando um vampiro horroroso e escroto com a roupa manchada de sangue. Mas era apenas Erick: alto, olhos verdes brilhantes, camiseta branca, calção de surfista tosco :P. Apenas meu amigo... meu amor.
_Fale_sussurei.
_Você esta bem?_perguntou ele, preocupado.
_Na medida do possivel_respondi_Mark...
_Esta muito arrependido e envergonhado e pediu para te pedir desculpas pelo seu comportamento.
Eu arquei as sobrancelhas. Vampiro ou não Mark nunca pediria desculpas para ninguém, nem para mim. For que Mark raramente se arrependeria de algo, para pedir desculpas.
_Corta essa, Mark deve estar rindo da minha cara agora.
Erick fez uma cara de nojo e se sentou ao meu lado. Ficamos em silencio.
                                                                                       -
                                                                                       -
                                                                                       -
Aquilo começou a me incomodar. Nunca faltou assunto entre nós.
_Isso é estranho_falei, quebrando o silêncio.
_É tem razão. Agente em silêncio é meio bizarro.
_Devo me preocupar com Mark?_perguntei, esperando que ele não se ofendesse.
_Não...sei_ele chacoalhou a cabeça_Fique tranquila Taylor, eu não deixarei ele nem ninguém machucar você.
Ele estendeu a mão para colocar em cima da minha, mas antes de toca-lá, ele puxou sua mão para ele novamente. Ele tinha medo que eu entrasse em pânico novamente? Ou ele também era perigoso para mim?
Quando olhei para ele, seu rosto era pura dor. Eu não aguentei ve-lo sofrendo daquela forma e o abracei com tudo, ignorando o fato disso ser uma burrice de minha parte.
Ele retribuiu  abraço e naquele momento tudo está esquecido. Aquele gelo entre nós estava sendo derretido pelo corpo quente de Erick grudado ao meu. Eu estava em meu paraíso particular.
Ele afastou o rosto de mim e olhou em meus olhos; seus olhos verdes pegavam fogo de desejo...
_Taylor... sussurrou ele com tanto amor que eu não aguentei: beijei ele como se o mundo fosse acabar ou como se nada mais existisse.
_Eu te amo, tudo dará certo, você verá!_prometeu ele, sussurrando em meus lábios.
Eu também o amava, sempre soube disso. E, enquanto estava nos braços dele, senti que tudo ficaria bem se permanecêssemos juntos.
Agora ele pertencia a mim e eu a ele e enquanto as coisas fossem assim, tudo ficaria bem.

Hallowens Days - Parte 12

Qual era o problema de Taylor? Quando lhe contei que era um vampiro, ela evitava até respirar perto de mim e então quando vê Mark se joga nos braços dele (eu não estou com ciúmes!)
Sem contar com a brilhante ideia dela de cair e fazer um corte e um centímetro de profundidade no braço esquerdo. 
"Ah...como seria bom poder lamber aquele sangue, Taylor era tão bonita, seria um prazer beijar seu corte, seu ante braço, sua clavícula...
E bem devagar eu iria cravar minhas presas em seu pescoço frágil e..."
Não!!!
Eu não podia estar pensando uma coisa dessas. Sai de meu transe e percebi que na verdade não era eu, e sim Mark. Sua sede por Taylor era tão intensa que qualquer vampiro normal num raio de cinco quilômetros sentiria sede também. Não pensei duas vezes antes de pular nele e imobiliza-lo no chão.
Mas Mark era mais forte que eu, apesar de eu não gostar de admitir. Ele se debateu ferozmente embaixo de mim, sua sede desvairada pelo sangue da garota que eu amava agora parecia berrar e eu tinha que lutar contra ele e contra mim mesmo. Não iria aguentar muito tempo.
_Taylor, corraaaa!!!!!_gritei.
Ela não moveu nenhum músculo. Qual era o problema dela!?!
"Dois vampiros brigando na frente dela, esse era seu problema"
Mas eu não tinha tempo de cuidar do psicológico dela agora, precisava salvar seu corpo, seu sangue. Desta vez eu berrei:
_Taylor, suma daqui agora!!!!!!!
Ela levantou num ímpeto e cambaleou bosque adentro. Mark aproveitou meu descuido e se soltou, correndo direto na direção de Taylor, sem nem se preocupar comigo. Eu o segui.
Odiava admitir isto também, mas Taylor cheirava muito bem. Perigosamente bem. A trilha que ela havia deixado no bosque era muito nítida para nós. Perigosamente nítida.
Eu tinha que fazer algo para impedi-lo, antes que...
Um vento vindo do sul nos tocou e limpou o ar ao nosso redor. Mark parou de correr, mas eu não quis arriscar: pulei em cima dele novamente, imobilizando-o dessa vez com uma chave de braço. Ele não demostrou resistência dessa vez.
_Isso é ridículo sabia, posso me controlar_resmungou Mark.
Eu o soltei.
_Não parecia tão controlado a segundos atrás...
Mark riu.
_Eu não tenho culpa se nossa amiga ficou apavorada. E o sangue dela já cheirava bem...não resisti mano.
Eu tinha me esquecido disso. Quando um ser humano fica apavorado a adrenalina em seu sangue fazia ele cheirar ainda melhor. Mas isso não era desculpa.
_Mark, ela é nossa amiga! Como você pode pensar nessa possibilidade...
_Eu não estava pensando exatamente_ele sorriu, cínico_ Mas você não tem moral pra falar de mim brother, não sou eu que estou querendo cravar meus dentes em Taylor.
Eu congelei.
_Da onde você tirou isso! Está pirando?!
_Não, sou estou sendo realista. Você ama nossa amiga, consigo sentir isso_ele fez uma cara de nojo_Na verdade consigo sentir bem até de mais. Cara, isso é muito meloso!
_Não entendo o quer dizer. Eu a amo sim, mas esse não seria mais um motivo para mante-lá viva?
_Viva, sim... Humana, talvez.
Eu congelei mais ainda. Ele achava o que? Como? Porque?
Mark soltou um forte suspiro.
_Cara, você está irritantemente lerdo hoje, sabia? Você ainda não pensou no dia a dia desse romance?_ele fez uma careta ao pronunciar a palavra romance.
Eu pensei por apenas um segundo e tudo desabou em cima de mim. Nossas diferenças eram tantas que chegavam a doer. Mas nenhuma doía mais que saber que eu era imortal e Taylor morreria um dia. Haveria um dia em que ela não iria mais existir. Não era como ficar longe. Sem e-mail, sem ela, sem vida.
Eu desmoronei por dentro.
_Parece que você entendeu o lado trágico da história_Mark falou, me chamando a atenção para uma coisa.
_Por que você se importa? Você sumiu por três e nem deu notícias a ninguém e agora está palpitando na minha vida porque?
_Só você pode sentir saudades de Taylor agora? Ela é minha amiga também_ele fez cara de ironico_E se você não se lembra, ela gostava de brincar mais com a minha bike!
Ele estava desconversando. Isso era um claro sinal de que ele estava mentindo.
_Por que esta aqui Mark? Fale logo.
_Por que quer saber?
Bom, eu iria apelar.
_Se você não falar eu vou contar para nossos pais que você esta aqui_Eu odiava apelar desse jeito, era tão infantil... Mas funcionava! Nossos pai eram vampiros comuns, não eram civilizados e adorariam arrancar a cabeça dele fora por ter sumido por tanto tempo.
_Você é um pé no saco, em?_Ele suspirou e começou a falar_ Eu senti, Ok, senti que algo de ruim iria acontecer com você.
Eu não estava acreditando no que eu ouvia.
_Você veio...por mim?
_É, achei que teria alguma briga boa por aqui, não deixaria você se divertir sozinho maninho. Mas confesso que estou decepcionado, pois até agora eu não vi nenhuma emoção.
Ele conferiu a hora no relógio.
_Bom, está na hora do lanche_ele sorriu.
_Mark tome cuidado, a cidade é pequena.
Ele bufou.
_Não sou um amador! Estou caçando nas cidades vizinhas e as vezes alguns animais_Ele falou esta última palavra com muito nojo.
_Podia se acostumar_Falei. Depois de saber que Mark que estava aqui por preocupação, eu tinha que ter alguma esperança na regeneração dele.
_Nem fudendo_falou ele, virando-se e sumindo no bosque.
Bom, talvez eu não devesse ter tanta esperança assim.
Farejei ao redor procurando Taylor.Eu ainda tinha mais esse problema.
Não foi difícil encontra-lá, ela estava sentada em um banco na pracinha da cidade. Cabeça apoiada nos joelhos, abraçando as pernas, olhar perdido. Não havia mais em seu rosto aquele sorriso perfeito. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto e foi como se tivesse arrancado meu coração.
Talvez fosse melhor eu ir embora. Eu só estava trazendo tristeza à ela, isso era visível. Mas será que eu seria capaz disto.
Testei: dei meia volta e um passo apenas na direção contraria à ela. Foi como cair em um abismo, sem luz, sem esperança; eu era um belo de um egoísta mesmo.
Girei novamente e fui ao encontro dela. Talvez pudéssemos encontrar uma solução juntos, se ela quisesse falar comigo.
Bom, eu iria tentar.

Hallowens Days - Parte 11

Bom, ainda estava em tempo de desistir. 
"Não, eu cheguei até aqui, agora eu iria até o final"
Eu não precisava me preocupar com o julgamento de Erick. Bom, ele iria rir da minha cara, isso era obvio, mas talvez essa minha atitude desesperada ajudasse a mostrar para ele que eu estava desesperada. Por ele.
_Bom, estou aqui_ falou ele, quebrando o silêncio _O que tem a me dizer que é tão importante?
Eu não teria coragem de pronunciar nenhuma palavra, então apenas caminhei até ele e lhe entreguei a impressão do texto daquele site sem noção.
Ele pegou a folha com naturalidade e começou a ler. Fiquei olhando para o rosto dele esperando ele começar a rir ou a ficar bravo, mas sua expressão não mudava. Ele leu a folha por um longo tempo e depois finalmente levantou a cabeça para me olhar e falar:
_Não devia acreditar em tudo que lê por ai _ele estava tranquilo de mais. Ou talvez chocado?
_Talvez não em tudo..._eu falei, fingindo calmaria quando na verdade meu emocional parecia um furacão_mas algumas coisas costumam ter um fundo de verdade.
Erick suspirou.
_É, você tem razão_disse ele, começando a andar de um lado para o outro na minha frente_Mas água benta não nos queima e por favor, nem tente essa história de estaca no peito.
Ele parou diante de mim, sorriu e ficou calado esperando minha reação.
Meu coração martelava e eu estava assustada. Então era verdade, Erick era um vampiro!!!


>>>>> *.*<<<<<

Estávamos sentados embaixo da mesma árvore novamente.
_Por que água benta não tem efeito sobre os vampiros?_perguntei. Ainda era estranho fazer esse tipo de pergunta para meu melhor amigo. Ou ficante. Sei lá D:
_Tem efeito sobre os vampiros normais..._ele riu_Bom, se é que existem vampiros normais...mas a água benta é como se fosse algo inflamável em nosso veneno. Mas os vampiros raros não possuem veneno_ele piscou.
_Isso quer dizer que vocês não podem transformar ninguém?
_Não possuímos o veneno original, o veneno que corre nas veias de todos os vampiros. Mas ainda produzimos veneno em nossas presas. Por isso, podemos ser muito perigosos_ele me olhou com uma cara de assassino.
Bom, eu deveria ter medo, mas na verdade achei bem excitante. Erick ficava um charme fazendo cara de mal.
Ele suspirou.
_Você não parece ter medo de mim. Isso é uma pena.
Eu poderia ter dito que ele nunca seria capaz de me machucar, mas eu não queria transformar aquilo numa cena de Twilight. Não queria fazer drama.
_E essa história dos "poderes"? Eu não entendi muito bem_perguntei, mudando de assunto.
_Corremos mais rápido que os humanos, somos mais fortes, temos a audição, a visão, o tato e o olfato ampliado_resumiu ele_E mais umas coisinhas também.
_Que coisinhas?_perguntei curiosissíma.
Erick abriu a boca para me responder, mas parou. Ele olhou para o lado direito e eu acompanhei seu olhar.
Uma felicidade infantil me atingiu quando vi Mark encostado numa árvore não muito distante.
Levantei alegre e corri ao encontro dele. Ele costumava ser a ovelha negra da familia, sempre rebelde, mas eu gostava dele. Me joguei em seus braços num abraço acolhedor:
_Garotoooo_falei, minha voz abafada em seu peito.
_Garotaaaa_imitou-me ele_Acho que você encolheu.
Eu empurrei ele:
_Vai sonhando.
Ele passou a mão pela minha cintura e me segurou forte junto a ele.
_Olá maninho!_falou ele para Erick_Interrompi algo?
Então eu me toquei. Se Erick era um vampiro, Mark...
Me desvencilhei dos braços dele e me afastei. O fato de eu ter tocado em um vampiro me deixou muito assustada, meu coração dava pulos dentro do peito.
_Taylor, acalme-se...
Ele deu um passo em minha direção e eu recuei bruscamente, tropeçando em uma raiz de árvore. Enquanto caia, tentei me segurar na árvore o que resultou num belo braço ralado. E muito sangue.
Olhei imediatamente para os dois vampiros que estavam na minha frente, olhos desvairados pregados em mim. Mark deu outro passo em minha direção e Erick saiu de seu transe, pulando em Mark e imobilizando ele no chão.
Todo o meu corpo era puro gelo, eu estava em choque.

Halloween Days - Parte 10

Das duas uma: ou Taylor tinha aprendido comigo sobre a arte de escrever micro e-mails, ou ela tinha algo muito grave para me contar. Fora que ela teria que matar outro dia de aula. Sim, eu estava preocupado...
Me arrumei e sai para encontra-lá mas, ao invés disto, acabei encontrando Mark na portaria do hotelzinho onde eu estava.
_Olá maninho!_Disse ele_Quanto tempo!
Minha mandíbula travou:
_Não brinque com a sorte mano, eu posso um dia acabar encontrando uma forma de te desobedecer...
_O que esta insinuando com isso, Erick? Que eu te venço nas lutas só porque sou o Irmão mais Velho?_ele riu, ironico_Por favor, ganharia de você até sem meus poderes.
O sangue me subiu a cabeça, eu iria mostrar à ele então. Mark não continuaria com aquele sorrisinho no rosto por muito tempo...
_Acalme-se mano!_falou ele_Pode tentar me pegar mais tarde, pois agora temos problemas maiores.
Ambos pensamos na mesma pessoa, ao mesmo tempo: Taylor.
_Ela sabe_falou ele, sério.
_Como?_sussurrei, pasmo.
_Ah, qual é Erick? Qualquer um com meio cérebro sacaria esta história. Você não é do tipo que sabe mentir.
Eu odiava ter que pedir conselhos de Mark, mas eu não conseguia pensar em nada melhor:
_O que faremos agora?
Ele arqueou apenas uma sobrancelha e num tom sarcástico respondeu:
_Confirme. Vamos ver qual será a reação dela _ele riu.
_Você esta louco? Ela ficará em perigo se...
_Ela já está em perigo!_cortou-me ele_Eu sinto que você pretende prolongar sua estadia aqui depois do amasso de ontem.Além de que nada mudará, ela apenas saberá que esta correndo riscos. 
Ele tinha razão. No momento em que Mark percebeu que tinha me convencido, deu meia volta e saiu andando em direção ao bosque. Eu o chamei novamente.
_Sim?_respondeu ele, permanecendo onde estava.
_Como sabe sobre o beijo? E sobre...tudo?
Ele me respondeu rindo:
_Quando você irá aprender que o Irmão mais Velho sabe de tudo?
Dizendo isso, Mark embrenhou-se no bosque denso que começa a amanhecer.
Eu sorri. Apesar de tudo, eu gostava do meu irmão. Eu não era humano, nem uma vampiro "normal" como nossos pais, então Mark era minha única referencia.
Que bela referencia! Ele matava pessoas, isso era extremamente errado, apesar de ele não ver as coisas desse ponto de vista.
Pensar no modo como Mark se alimentava fez minha veias queimarem. Não seria nada mal caçar algo antes de me encontrar com Taylor, na verdade essa era até boa ideia. Eu não queria correr risco, queria parecer o mais normal possível.
"O mais normal possível", KKKKKKK
Entrei no bosque e farejei logo de cara uma pantera. Minha predileta, rsrsrs

                                                >>>>>>>> *.*<<<<<<<<<

Lambi meus dentes meticulosamente e verifiquei várias vezes minha roupa para ver se estava tudo Ok. Uma mancha de sangue com certeza não iria ajudar nesta conversa que pretendia ser muito delicada.
Apesar de todos os desvios, cheguei no horário marcado.
Taylor estava encostada na mesma árvore que eu estivera ontem. Carregava uma folha de papel nas mãos.
Isso não ajudava muito, mais ela estava linda. De repente, fiquei preocupado.
E se ela achasse que não valeria a pena correr tantos riscos pro mim e me deixasse?
E se ela tivesse medo de mim?
E se ela passasse a me odiar?
E se ela não me amasse do jeito que...

eu a amava?

Halloween Days - Parte 9 (+1)

Naquela mesma tarde empenhei-me em procurar respostas na Internet. Afinal, se o Google não acha, não existe!
Comecei procurando por doenças que causavam tonturas, mas eram tantas que nem valia a pena continuar. Depois pesquisei as de maiores incidências na China, mas obtive o mesmo resultado. Acabou que, por fim, eu nem estava procurando mais nada, estava só navegando pela Internet.
Foi assim, "vadiando na Internet", que eu cai no SanguessugaDoInferno.com. Eu já conhecia este site de outro verões: uma mistura de Sobrenatural com filmes de terror ruins e uma pitada de muita falta do que fazer. Mas o site era tão idiota que chegava a ser engraçado, então eu costumava dar uma olhadinha nele de vez enquanto.
Comecei a sapear pelo Sanguessuga do Inferno, até ver um post que me chamou a atenção. Li o começo dele e comecei a ficar horrorizada. Com o coração martelando forte, prossegui minha leitura:

"Vampiros Raros

Em editais anteriores havíamos falados sobre vampiros. Hoje iremos falar sobre uma sub-espécie muito rara: Os Vampiros Raros.
Uma em cada um bilhão de vampiras fêmeas tem a habilidade de gerar filhos. Sim, bebes vampiros!
Eles bebem sangue como todos os desgraçados sanguessuga, mas são diferentes em alguns aspectos:
* São mais poderosos que os vampiros normais;
*Até os 13 anos podem ser confundidos com humanos; no décimo terceiro aniversário um pouco de seus "poderes" e de suas maldições são concebidos à eles. Mas o poder completo só se desenvolve aos 18;
*O limite de filhos de uma fêmea do genero é de 2 bebes vampiros;
*O irmão mais velho tem controle sobre o mais novo;
*A luz do sol não os afeta;
*Água benta os queima e a imagem de uma cruz os repele, assim como o nome de Deus;
*Seua poderes ficam menores no Halloween;
*A única forma de matá-los é cravando-lhes uma estaca no peito.
Cuidem-se meus caros, pois..."

O resto era mera baboseira. Bom, do ponto de vista lógico, todo o site era uma grande baboseira, mas ainda sim...

>>>>> imprimir página<<<<<

"De: Taylor_Humphrey@hotmail .com
Para: Erick*Finlander@hotmail.com


Apareça amanhã no mesmo local, na mesma hora.
Beijos


Taylor."

Pois é, pelo que parecia, eu iria matar outro dia de aula...

Halloween Days - Parte 9

_Como foi a aula querida?
_Boa.
_Novidades?
_Não.
Subi as escadas em direção ao meu quarto. Eu não gostava de responder minha mãe com monossílabos, mas eu estava sem cabeça para inventar alguma história convincente. Me joguei na cama, pensativa.
Erick provavelmente achava que eu era idiota. Havia algo errado, algo grande, e eu iria descobrir! Sonhos estranhos, e-mails suicidas,conversas desconexas, mistérios por todos os lados, agarração no bosque... Dessa eu tive que rir! Acho que no fundo eu sempre gostei de Erick de um jeito diferente. Eu podia ver isso claramente quando eu comparava meus sentimentos por ele e por Jake ou Kaio. Era mais forte, mais intenso e, como constado mais cedo, bem mais gostoso! :X
Mas ele havia parado de me beijar bruscamente. Outro mistério.
Eu estava ali me afundando em dúvidas quando ouvi minha mãe me chamando lá embaixo:
_Taylor, Jake está aqui.
Desci as escadas aflita. Jake teria me entregado? Cheguei ao último degrau da escada e o vi jogado no sofá, como se a casa fosse dele. Ele sorriu malicioso para mim. Minha mãe estava sentada ao lado dele:
_Oi_falei, tímida. Por que ambos me olhavam daquele jeito estranho?
_Desculpe Taylor, mas eu tive que te entregar_Falou Jake, em um tom triste.
Poxa vida, ele nem se deu ao trabalho de me ligar para perguntar o que tinha acontecido? esperei pelo sermão de minha mãe:
_Parabéns!_Disse ela me abraçando_Estou muito feliz com sua nota em geografia! Agora deixe-me ir cuidar de meu almoço.
Ela me deu um último beijo carinhoso e foi para a cozinha.
_Eu quase enfartei!_ralhei com Jake
_Eu sei, sua cara estava um barato! Você precisava ver_falou ele, rindo.
Eu dei uns bons tapas nele antes de me sentar e perguntar:
_Que história é essa de nota boa?
_Na verdade não é História, é Geografia_disse o Sr. Engraçadinho_A professora entrou a prova hoje. Você saberia disso se estivesse lá.
Eu bufei.
_Olha quem fala, o assassino profissional de aulas!
_Por onde andou a manhã toda? Ficou todo mundo preocupado porque você nunca mata aula...
Não tinha por que esconder de Jake, tinha? Contei tudo à ele, que eu tinha encontrado Erick e também contei sobre minhas suspeitas sobre ele e de como ele estava estranho. Só não contei a Jake sobre o beijo, por que isso era meio pessoal. E se vazasse, Loren poderia ficar magoada comigo.
_Não esquente com isso Tay!_exclamou Jake_ Erick deve estar com algum problema na família, ou deve estar apaixonado por alguma oriental, afinal ele estava na China, né?
Ele piscou. Eu não gostei dessa última hipótese, mas concordei, apesar de não estar nada convencida.

Continua...

Halloween Days - Parte 7

Sai de casa atrasada, jogando beijos rápidos aos meus pais. Havia dormido mal noite passada, o que resultou no meu atraso matinal. Eu estava descendo praticamente correndo a avenida 15, quando eu o vi. Lembrei de meu sonho imediatamente, que agora parecia algum tipo de premonição, ou presságio.
Erick, encostado numa árvore mais além, braços e pernas cruzados. Eu gelei.
Ele se desencostou da árvore e andou em minha direção. As evidencias de que meu pesadelo tinha sido apenas isso, um pesadelo, logo iam aparecendo: ele abriu seu sorriso mais largo e mais sincero, aquele que derreteria o coração mais gelado do mundo.
Seus olhos azuis brilhavam como a primeira manhã de primavera. Ele chegou até mim e me abraçou, eliminando qualquer vestígio de meus delírios noturnos.
_Baixinha!!!! Você andou encolhendo, com certeza!_Brincou ele
Eu queria brigar com ele por me chamar de baixinha, mas eu estava tão eufórica com sua presença, que ignorei.
_Erick...Senti tantas saudades sua!_Falei, me livrando dos braços dele para poder olha-lo. Erick era meu amigo, mas... ual! Que garoto gostoso!
"Taylor, ai aia" ralhei-me mentalmente.
_Também senti saudades suas! Muita!
_Não parece..._fiz um biquinho_Seus e-mails eram sempre tão curtos... e você sempre demorava tanto para responder...
_Não sou muito de e-mails._respondeu ele, simplesmente_Mas e aí, o que pretende fazer hoje?_desconversou ele.
_Bom eu não..._ neste exato momento lembrei que eu estava super-hiper-mega-best atrasada para a aula_Oh Meu Deus!
Erick recuou, como se eu tivesse lhe ofendido. Esqueci-me da escola:
_Você esta bem? Oh meu Deus!
Ele recuou novamente e falou em um tom rude:
_Quieta!
Fiquei paralisada e em silêncio. Meus olhos se encheram de lágrimas, Erick nunca falara neste tom comigo antes.
Ele respirou fundo e se aproximou.
_Desculpe, foi só uma...tontura. Tenho isso de vez enquando_admitiu ele, constrangido.
De ofendida eu pulei para preocupada. Tonturas? Desde quando? Erick nunca ficava doente, nunca se queixava de nada. Juntando isso aos e-mails suicidas, eu comecei a ficar MUITO preocupada.
_Você está bem mesmo? O que eu posso fazer para ajudar?
_Já estou bem, não se preocupe. Mas se você fosse dar uma volta comigo, eu me sentiria bem melhor_ele abriu um daqueles sorrisos beeeeeeem convincentes.
Eu revirei os olhos, mas aceitei. Erick segurou minha mão e eu esqueci totalmente do resto do mundo: escola, Loren, Jake, Kaio.
Ele me levou para dar uma volta no bosque, igual quando éramos crianças. Ele segurava minha mão o tempo inteiro o que me deixava inteiramente feliz. E isso era muito estranho pois eu sempre tive Erick como meu melhor amigo, nada mais.
Apesar de toda a minha euforia, eu queria interroga-lo. Queria perguntar por onde ele tinha andando por todo esse tempo, com quem esteve, se ele estava vendo Mark, como estavam seus pais... Mas Erick desvia-me de qualquer assunto muito pessoal com novidades do tipo "Ahh, você ouviu a nova música do Boys Like Girl?" e "Você viu aquele grupo cover do ACDC cantando T.N.T?" e por esse caminho nós continuávamos, falando de tudo, menos de coisas importantes de verdade.

Halloween Days - Parte 8

Eu estava fugindo na cara dura das perguntas de Taylor. Era muito fácil engana-lá por e-mail, mas cara-a-cara era mais difícil mentir.
Eu não gostava de fuça a mente de ninguém, mas a dela estava tão cheia de indagações e duvidas que era quase impossível d'eu não notar. Sempre que algum sentimento se manifestava muito forte numa pessoa, ele se tornava perceptível para os vampiros.
Acabamos sentados em baixo de uma enorme árvore. A conversa superficial tinha se acabado e havia restado apenas um clima tenso no ar.
Taylor expirou ruidosamente:
_Ok, chega de fugir né? Conte  o que está acontecendo!
Eu apenas ri, nervoso.
_Erick...por favor. Estou preocupada com você, já tive até pesadelos com isso_falou ela, de repente perdida em alguma lembrança medonha. Com toda certeza eu mataria Mark se eu o encontrasse novamente.
_É complicado_respondi apenas.
_Mas nós somos amigos!_protestou ela_Se você tem um problema, eu também tenho! Erick, por favor, eu sei que tem algo errado, por favor, me deixe ajudar!
Eu fiquei em silencio. Como eu contaria essa história maluca que era a minha vida?
"Olha Taylor, quando eu fui embora há 3 anos atrás, foi porque eu descobri que eu era um vampiro. Mas fique tranquila, eu não vou matar você pois o cheiro do sangue humano fica mais ameno perto do Hallowen. Ah, mas não fique tãããão tranquila assim, afinal meu irmão Mark está na cidade e ele é um vampiro nada bonzinho."
Eu dei um meio sorriso torto, amargo, e Taylor tremeu. Olhei para ela e uma leve onda de pavor passava por seus olhos enquanto ela me observava.
Ela estava sofrendo. Por minha causa. Eu não conseguia aguentar isso; cheguei mais perto dela e a abracei, ela enterrou o rosto em meu pescoço que já estava queimando por causa do cheiro dela.
_Erick...
Eu não deixei ela prosseguir. Eu provavelmente estava ficando doido em fazer uma coisa dessas, mas eu fiz. Eu a afastei de mim o bastante para encaixar um beijo nela, um famoso cala-a-boca.
Pensei que iria tomar um famoso tapa-na-orelha (não que fosse doer), mas me enganei. Ela correspondeu ao meu beijo de uma forma enlouquecedora.
Passei a mão pela sua cintura e a segurei bem perto do meu corpo; ela estava muito quente. Uma voizinha lá no fundo me dizia que isto era errado. Taylor passou a mão nas minhas costas por dentro da camisa e eu simplesmente maculei a tal vozinha. Fácil assim.
Da sua cintura, minha mão desceu para seu quadril, sua coxa...até que eu inspirei para tomar fôlego. E para acabar totalmente com o clima, pois o cheiro do sangue de Taylor passou pelo meu nariz queimando feito aspirar fogo, fazendo eu recuar bruscamente. Ainda de olhos fechados calculei mentalmente o tamanho dos danos. O cheiro não era tão tentador, estávamos à dois dias do Halloween, então dava para aguentar. Eu abri os olhos.
_Ãnn... isso foi...diferente. _falou Taylor, sem graça.
_É, pensei que fossemos somente amigos!_falei, em tom de brincadeira. Forçado, pois minha garganta ainda doía.
Taylor corou loucamente.
_Bom, eu mais ou menos já esperava por isso_falei num tom sério.
_Eu não_disse ela, distante.
No que ela estaria pensando?
_Está brava comigo?
_Não_apressou-se ela em dizer_Apenas confusa.
Ficamos em silêncio por mais um tempo. Depois Taylor disse que tinha que ir para casa, então nos levantamos e começamos à andar novamente.Havia apenas o silêncio e um abismo estranho entre nós. Nem em 3 anos eu consegui abrir um abismo desse, agora em 5 minutos eu tinha criado um universo inteiro entre nós.
Ela me convidou para ir para a casa dela, disse que seus pais ficariam felizes em me reencontrar, mas eu não aceitei. Prescisava ficar sosinho para pensar qual seria o próximo passo.
Ela me deu um beijo no rosto e subiu a avenida 15, pensativa.

Hallowen Days - Parte 6

Minha grande vontade era de arrancar as presas de Mark ali mesmo, no quarto de Taylor. Entretanto, eu sabia que isso provocaria nela os piores pesadelos do mundo então por isso, só por isso, deixei a besta do Mark se arremessar contra mim e nos atirar janela abaixo.
Depois disso corri o mais rápido possível para o bosque, ciente de que Mark me acompanharia. Eu não queria mata-lo na soleira da porta de Taylor. Lugares onde vampiros morrem ficam amaldiçoados para sempre.
Ao chegar à uma distancia segura eu brequei e dei meia volta. Ele parou à alguns metros de mim.
_Qual é o seu problema?_ perguntei, furioso
_Qual é o SEU problema, Erick! Taylor é nossa amiga, mas que amiga para você, eu não acredito que você estava prestes a...
_Esperai, do que você está falando?_perguntei, confuso.
Apenas um lampejo de confusão passou pelos olhos vermelhos de Mark. Depois eles ficaram decididos novamente:
_Erick, eu não sei o que papai e mamãe pensam disso, mas eu te proíbo de morder Taylor.
Recuei um passo com a intensidade do poder de meu irmão. "A voz do irmão mais velho".
Eu o odiei por ter utilizado um dos poderes comigo.
_Você não..
_Desculpe mano, eu tive que fazer isso_falou ele, tranquilamente_Você irá me agradecer mais tarde, você verá.
_Eu não ia morde-lá!_falei, entre dentes.
Mark pareceu confuso.
_Do que está falando? Eu te vi no quarto dela cara, não adianta negar.
_Eu não sou um assassino como você!_ joguei em sua cara_ Só pensei em passar na casa dela para dar um "oi".
_Ok, _falou ele, descrente_Então porque me disse que estava na China, quando na verdade estava nos Estados Unidos mesmo?
_Errei de continente idiota. Isso não te da o direito de tentar arrancar minha garganta no quarto de Taylor. Ela estava tendo pesadelos já. Idiota.
Ele ficou processando tudo, mas não tinha como duvidar de mim. Ele era meu irmão mais velho, podia "sentir" quando eu mentia. Quando percebeu a burrada que tinha feito, ele ficou constrangido:
_Ops! Foi mal!
_"Ops foi mal?" "Ops foi mal?"??? Você usou um poder de nível 4 dentro de um quarto de uma garota e isso é tudo que você tem a me dizer? Mais um segundo e ela estaria delirando por causa dos altos estímulos cerebrais! E você diz que "foi mal"? Mark, isso foi...
_Ok, sem sermão. Eu apenas pensei que você estava querendo dar um trato na Taylor...no mal sentido, _ele piscou_ então pensei que era melhor uns delírios do que ter o sangue dela drenado.
_Não sou como você_ acusei.
_Não fale mal de mim maninho, eu nunca machucaria Taylor. Também gosto dela.
_É, mas você mata outras pessoas, o que da na mesma.
Ele suspirou. Provavelmente se lembrando de todas as nossa 999 conversas/discussões seguidas de socos que tivemos sobre o mesmo assunto.
_Como eu posso te explicar...você pode ter uma vaca de estimação e ainda sim consumir carne.
Me dava nojo a forma como Mark via a as coisas.
_Então Taylor é só isso para você? Um bichinho de estimação? _indaguei.
_Entenda como quiser...maninho_falou ele e depois sumiu na densa escuridão do bosque.

Voltei para o hotel, deixaria Taylor descansar neste resto de noite. Mas amanhã sem falta eu me encontraria com ela. Mark não iria atrapalhar meus planos. De jeito nenhum.

Halloween Days - Parte 5

Kaio, Jake, Loren e eu estávamos descendo a conhecida avenida 15, que cortava a cidade inteira. Era uma rua bem pavimentada, pouco movimentada (como toda a cidade :P) e ladeada por um bosque espesso.
Era um dia ensolarado, quente, Kaio estava com seu inseparável MP4 ouvindo músicas do Eminen e ensaiando passinhos de dança pela rua; Jake o acompanhava as vezes, mas ele estava mesmo era preocupado em manter o fluxo de gracinhas e piadas constante. Loren e eu riamos.
Era uma tarde comum em Diablo. Sol, amigos, tranquilidade...escuridão.
Não sei exatamente quando tudo aquilo se transformou em pesadelo, mas quando dei por mim eu estava completamente sozinha naquela longa avenida. Tanto meus amigos quanto o sol haviam desaparecidos. O céu agora estava nublado, claustrofóbico, como uma enorme tigela virada de cabeça para baixo. Um vento gelado passou por mim e eu me desesperei. Comecei a correr.
Tudo passava por mim muito rápido enquanto eu corria. Casas, bosque, carros estacionados, árvores, Erick.
"Erick?" pensei, confusa.
Brequei num ímpeto e girei para olhar direito. Eu mal podia acreditar. À alguns metros de mim estava Erick, braços e pernas cruzados, encostado no tronco de uma árvore. Eu dei apenas um passo ao seu encontro e depois parei. Havia algo que me dizia para parar, algum tipo de instinto.
"Erick?!" sussurrei, pergunta, inconformismo, não sei. 
Erick deu um meio sorriso torto, muito sexy, e andou em minha direção. Eu recuei.
Aquele não era Erick. Erick não tinha sorrisos provocantes como aquele. Eu me lembrava muito bem do sorriso do meu amigo, era aberto, alegre, quente, fazia com que você quisesse sorrir também, mesmo sem motivos.
E então ele chegou perto o bastante para mim ter certeza de que algo estava errado: no lugar dos lindos olhos azuis de Erick havia um par de olhos vermelhos, maldosos, como puro sangue pulsando fresco. Eram horríveis.
Eu levei a mão na boca, perplexa, e recuei. Nste momento ele abriu a boca para falar:
_Não tenha medo. Eu não...
_Afaste-se dela!!!
Nós dois olhamos para o outro lado da rua. Eu quase não acreditei quando vi quem era: Mark, irmão mas velho de Erick, outro amigo querido. Ele correu a nosso encontro e saltou sobre Erick em uma velocidade sobre humana. Ambos desapareceram no bosque.
Eu acordei.
Eu estava molhada de suor e meu cabelo grudava no meu rosto. Aquela meleca! Mas apesar disso um vento gelado soprava forte pela minha janela aberta.
"Estranho, me lembro de ter fechado a janela ao me deitar" pensei.
Estranho mesmo tinha sido esse sonho, ou melhor, pesadelo. Um pesadelo idiota e mentiroso. Erick, malvado? E Mark de volta à Diablo? Minha mente só havia acertado na briga entre os dois irmãos...
Levantei-me da cama, fechei a janela e voltei a dormir. Ou tentar dormir. Uma grande inquietação se instalou no meu peito e eu não conseguia me livrar disso. Algo grande estava para acontecer. Eu podia sentir.
Quando finalmente consegui adormecer, não tive mais nenhum sonho. Nem bom, nem ruim. 

Halloween Days - Parte 4

_Senhor, acorde, já iremos pousar.
Abri os olhos assustado. Como assim, já iríamos pousar? Nas minhas contas a viagem demoraria uns dois dias ou mais e não haviam se passado nem sete horas, ou menos.
Olhei para um senhor que estava sentado ao meu lado, ele era grisalho, barrigudo, aparentava ter uns cinquenta e poucos anos, mas estava bem arrumado.
_Desculpe perguntar, mas... onde foi o local de embarque?
O senhor me olhou intrigado e eu pude sentir em sua mente que ele estava me achando doido. Não que eu ligasse para isso.
_Texas garoto, _respondeu ele, bem devagar_ Embarcamos no Texas.
Santo Deus! Não podia ser!
_Não era... China?
O senhor riu. Eu ri junto para não parecer maluco ou drogado.
_Boa piada garoto! China...
Eu já tinha entendido tudo. Tinha lido na mente dele o porque de minha confusão. Estávamos em uma colonia de imigrantes chineses no Texas! Eu tive que rir da minha confusão. 
Eu, papai e mamãe, desde que eu tinha me descoberto como vampiro, nunca mais fixamos morada. Nenhum vampiro fixava morada, éramos eternos nômades. E também não nos prendíamos à limites e fronteiras, raramente sabíamos exatamente onde estávamos. Juntando isso e meu excelente desempenho em geografia e temos um erro absurdo de continente!
O avião pousou suavemente no solo de Diablo.

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Era pior que a sede de sangue. Era pior do que quando tive que me separar de Taylor.Se chamava tédio :p
Eu estava trancado em um quarto de hotel sem TV á cabo, sem INTERNET e sem a Taylor. Agora que estávamos na mesma cidade era quase impossível ficar longe dela.
Eu era como um viciado, sempre fui. E minha droga estava perto demais agora para eu suportar duas noites. Eu simplesmente tinha que encontra-lá.
Com esse pensamento, pulei da janela do terceiro andar e saí para a noite fria, farejando-á.

Halloween Days - Parte 3

Eu estava mais que ansiosa. Eu estava quase entrando em histeria. Erick, Erick, Erick, eu só conseguia pensar que em menos de dois dias ele estaria aqui comigo novamente, contando suas piadas sem graça... Mal podia esperar! Tanta agitação de minha parte não passou despercebido pela minha mãe:
_Ansiosa com a visita de Erick?_ Perguntou ela, na mesa do café da manhã.
WTF? Como ela sabia que era por causa dele? Minha mãe as vezes me assustava...
_Ãnn...é, é sempre bom rever velhos amigos_respondi e tratei logo de me esquivar_Eu estou meia atrasada, já vou indo.
_Comporte-se na escola querida_ Falou minha mãe.
Sai rindo de casa. Mas quem explicaria à ela que eu já tinha 17 anos e não 10? É, era um caso perdido.
Caminhei pelas ruas tediosamente conhecidas de Diablo, uma cidadezinha que tinha menos mil habitantes. Meus pais haviam morado aqui desde que eu me entendia por gente, e eles pareciam felizes. Eu nunca tive nada contra essa cidade, mas últimamente tudo andava tão chato que eu já estava começando a achar bem interessante a ideia de ir pra bem longe quando o ano acabasse.
Cheguei na escola e fui me juntar à Loren, Kaio e Jake, que estavam bagunçando na porta da sala de aula.
_Olá galera!
_Oh meu Deus_ "Cumprimentou-me" Loren_ Diz que é verdade o boato de que Erick Finlânder dará o ar de su graça no baile do Hallowen?
_Porque está se referindo à Erick pelo nome completo?_Brinquei
_Não enrola Taylor: sim ou não?
_Sim
Loren fez uma cara tipo "OMG" e soltou um gritinho. Ela sempre foi à fim de Erick, apesar dele nunca ter dado muito bola para ela. Uma pena., seria até legal se eles se entendessem, meu melhor amigo e minha melhor amiga...
_Isso vai ser perfeito!_Começou a tagarelar Loren_ Vou usar um vestido lindo, o baile desse ano promete, até por que a direção da escola já providenciou um DJ da hora e...
Kaio me lançou um um olhar solidário, mas não fez nada pra impedir Loren de falar. Afastou-se de nos seguido por Jake e foram se sentar nos seus habituais lugares.
Alguns minutos depois a aula começou e Loren teve que parar de falar. Ufa.

Halloween Days - Parte 2

Essa viagem com certeza só serviria para abrir velhas feridas. Além de ser extremamente perigoso e arriscado. Se qualquer detalhe mínimo saísse dos eixos as consequências me fariam arrepender-me pelo resto da vida.
Então, se eu sabia de todos os ricos, por que diabos eu estava embarcando para Diablo? Tive que rir do meu trocadilho mental e da minha pergunta idiota. Eu não perderia nem morto uma oportunidade de rever Taylor. Era uma em 365 dias, literalmente.
Taylor...ficar longe dela era com certeza o pior de tudo. Isso e o lance do "vampiro milagroso".
O resto eu podia suportar. Realmente podia. A história de eu ser um vampiro pareceu medonha o começo, mas até eu curti os efeitos especiais. Meu pai não gostava quando eu falava assim dos Poderes, mas eu não ligava.
O difícil é que eu era um anormal no mundo dos anormais! Mas eu não ia ficar remoendo isso mas uma vez.
Acenei uma última vez para meus pais e embarquei no avião. Tinha programado cada segundo dessa viagem e, pelos meus cálculos, eu estaria em Diablo um pouco antes da meia-noite do dia 3o. Eu não perderia nenhum segundo desse dia. Nenhum. 

Halloween Days - Parte 1

Eu não tinha palavras para descrever o tamanho do tédio que eu estava sentindo. Bom, eu não estava sentindo nada fisicamente, por que da cintura para baixo estava tudo dormente... mas ainda sim...
_Vai demorar muito ainda, tia Carmem? _ Perguntei, impaciente.
_Calma menina, falta só mais uns retoques. Valerá à pena, você verá!
Eu suspirei. Já estávamos trancadas no meu closet havia horas! T-O-R-T-U-R-A!
_Você costumava gostar do Dia das Bruxas antigamente_Comentou Carmem.
_Antigamente_ Respondi apenas.
Antigamente, quando eu tinha dez anos e podia sair por ia me divertindo nos Doces ou Travessuras. Agora tudo era monótono e chato. As mesma patricinhas vestidas de princesa; os mesmo meninos vestidos de monstros, as mesmas músicas, a mesma decoração. Ahhhhhh!
Mas eu não falaria isso para Carmem. Ela era uma antiga amiga de minha mãe e estava se esforçando muito para deixar meu vestido perfeito. Dizer estas coisas à ela, só à magoaria à toa. Fora que Erick estava chegando e eu teria motivos para sorrir novamente.
Erick... meu querido amigo de infância. Posso lembra com clareza de cada travessura nossa: agente correndo descalço no bosque. Agente fugindo de casa na 4° série depois de Erick ter tirado uma nota ruim em geografia. Agente colocando coco de cachorro na porta do Senhor Fernandes.
Fazia 3 anos que Erick havia partido (sua familia mudou de cidade) e agora ele estava voltando. Eu mal podia esperar para rever-lo.
_Prontinho!_Anunciou Carmem.
Fiquei feliz por ter acabado. Tirei o vestido do corpo com cuidado e decidi escrever um e-mail para Erick. Mal abri minha meu correio eletrônico e me deparei com um e-mail dele pra mim! Isso era tão raro! Erick quase nunca escrevia para mim e, quando escrevia era algo como "Oi, Tchau". Não que esse e-mail fosse muito diferente:
 "Querida Taylor, 
Mal posso esperar para te reencontrar. Espero que me reconheça, auhsauhsauhs.
Não se preocupe, tudo ficará bem. Você verá. Sinto sua falta.
Erick"
 Isso era o que me deixava maluca com ele. O que significa "não se preocupe, tudo ficará bem"? Do jeito que ele falava parecia que ele tinha alguma doença incurável ou algo do tipo.
Eu já estava acostumada com os e-mails dele, por isso não me acanhei ao escrever um dos meus e-mails gigantes, e-mail à lá-Taylor, como Erick costumava chamar:
"Caro Erick,
Estou ansiosa para te reencontrar também. As coisas nesta cidade ficam difíceis sem você. 
Bom, e agora vou finalmente poder te colocar contra a parede e fazer você contar tudo o que andou aprontando nestes 3 anos. Prepare-se! suashasuhauhs
Só não entendi o porque de você ter insistido tanto em vir no Halloween. Fale sério, você sabe muito bem que o Halloween em Diablo é tão animado quanto o chá das cinco na casa da Senhora Parquinson :P
Mas tudo bem, é bom que você venha, quem sabe meu tédio não diminua? Tudo pode acontecer.


Taylor

 P.S.: Também sinto sua falta seu bóco. Chega logo."

Continua...